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Resolução BCB nº 137

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RESOLUÇÃO BCB Nº 137, DE 9 DE

SETEMBRO DE 2021

Documento normativo revogado pela Resolução BCB nº

277, de 31/12/2022.

Altera a

Circular nº 3.691, de 16 de dezembro de 2013, que regulamenta a Resolução nº

3.568, de 29 de maio de 2008, que dispõe sobre o mercado de câmbio e dá outras

providências, a Circular nº 3.689, de 16 de dezembro de 2013, que regulamenta,

no âmbito do Banco Central do Brasil, as disposições sobre o capital

estrangeiro no País e sobre o capital brasileiro no exterior, e a Circular nº

3.690, de 16 de dezembro de 2013, que dispõe sobre a classificação das

operações no mercado de câmbio, para aprimorar dispositivos considerando as

inovações tecnológicas e os novos modelos de negócio relacionados a pagamentos

e transferências internacionais.

A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão

realizada em 1º de setembro de 2021, com base no art. 23, caput, da Lei nº 4.131, de 3 de setembro de 1962, nos arts. 9º, 10,

inciso VII, 11, inciso III, e 57 da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, no

art. 65, § 2º, da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, no art. 9º, incisos II,

IX e XII, da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e tendo em vista o

disposto nos arts. 6º e 38 da Resolução nº 3.568, de 29 de maio de 2008, no

art. 10 da Resolução nº 3.844, de 23 de março de 2010, no art. 4º da Resolução

nº 4.033, de 30 de novembro de 2011, e na Resolução CMN nº 4.942, de 9 de

setembro de 2021,

R E S O L V E :

Art. 1º A Circular nº 3.691, de 16 de

dezembro de 2013, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º Esta Circular trata das disposições

normativas e dos procedimentos relativos ao mercado de câmbio tratado pela Resolução

nº 3.568, de 29 de maio de 2008, que engloba:

I

- as operações de compra e venda de moeda estrangeira e as operações com ouro-instrumento

cambial, realizadas com instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil a

operar no mercado de câmbio, bem como as operações em moeda nacional entre

residentes, domiciliados ou com sede no País e residentes, domiciliados ou com

sede no exterior;

II

- os serviços de pagamento ou transferência internacional prestados nos termos

do Capítulo VII do Título IV desta Circular; e

III

- as transferências postais internacionais.” (NR)

“Art. 8º É permitido às pessoas físicas e

jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País pagar suas obrigações

com o exterior por meio de operação regularmente cursada no mercado de câmbio

ou com utilização de disponibilidade própria, no exterior, observadas, quando

for o caso, disposições específicas contidas na legislação e regulamentação em

vigor, em especial as contidas na Circular nº 3.689, de 2013.” (NR)

“Art. 11. Os pagamentos ao exterior e os recebimentos

do exterior devem ser efetuados por meio de instituição autorizada a operar no

mercado de câmbio ou, excepcionalmente, por outra forma prevista na legislação

e nesta Circular.

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 12.

..........................................................................................................

Parágrafo único. A ordem de pagamento não cumprida no exterior

deve ser objeto de contratação de câmbio com o tomador original da ordem,

utilizando-se a mesma classificação cambial da transferência ao exterior e

código de grupo específico, cabendo à instituição comunicar o fato ao referido

tomador no prazo de até três dias úteis, contados a partir da data em que a

instituição recebeu a informação do não cumprimento da ordem por parte de seu

correspondente no exterior.” (NR)

“Art. 17. Os agentes autorizados a operar no mercado de

câmbio, bem como os prestadores de serviço de pagamento ou transferência

internacional e as empresas que realizam transferências postais internacionais,

devem zelar pelo cumprimento da legislação e da regulamentação cambial.” (NR)

“Art. 19-A. Na operação de compra ou de venda

de moeda estrangeira, o recebimento ou entrega do seu contravalor em reais deve

ser realizado a partir de crédito ou de débito à conta de depósito ou de

pagamento do cliente mantida em instituições financeiras e demais instituições

autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou em instituições de

pagamento que integrem o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) exclusivamente

em virtude de sua adesão ao Pix.

§

1º O recebimento ou a entrega do

contravalor em reais de que trata o caput pode ser realizado por meio de

cheque, na forma de sua regulamentação.

§

2º A utilização de conta de pagamento

pós-paga é limitada às operações de venda de moeda estrangeira.

§

3º Quando não ultrapassar R$10.000,00

(dez mil reais), o recebimento ou a entrega do contravalor em reais de que

trata o caput pode ser realizado por qualquer meio de pagamento em uso

no mercado financeiro, inclusive espécie, observado o § 2º.” (NR)

“Art. 22-A.

É vedado à instituição de pagamento

autorizada a operar no mercado de câmbio receber ou entregar moeda em espécie,

nacional ou estrangeira, em operação de compra ou de venda de moeda estrangeira

realizada com cliente.” (NR)

“Art. 32-A. .......................................................................................................

.........................................................................................................................

II - a instituição autorizada a

operar no mercado de câmbio, no tocante à entrega dos reais à pessoa natural

destinatária final dos recursos, deve observar que:

a) as condições da ordem de

pagamento são pactuadas pelo remetente no exterior, incluindo o

preestabelecimento do valor em reais a ser integralmente recebido pela pessoa

natural destinatária final no Brasil;

b) após o recebimento da ordem de pagamento em moeda estrangeira,

a instituição autorizada a operar no mercado de câmbio deve entregar em até

três dias úteis o valor em reais preestabelecido no exterior para a pessoa

natural destinatária final, em espécie ou mediante crédito a conta de depósito

ou de pagamento pré-paga da pessoa natural mantida em instituições financeiras

e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou

em instituições de pagamento que integrem o SPB exclusivamente em virtude de

sua adesão ao Pix;

c) o valor da entrega é limitado a

R$10.000,00 (dez mil reais), por operação; e

d) no caso de entrega dos reais em

espécie, a instituição autorizada a operar no mercado de câmbio deve adotar em relação

à pessoa natural destinatária final dos recursos os procedimentos destinados a

clientes previstos no art. 18 desta Circular, bem como manter em seu poder

cópia da documentação de identificação da pessoa natural;

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 33. As autorizações para a realização de

operações no mercado de câmbio podem ser concedidas pelo Banco Central do

Brasil a bancos múltiplos, bancos comerciais, caixas econômicas, bancos de

investimento, bancos de desenvolvimento, bancos de câmbio, agências de fomento,

sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades corretoras de

títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores

mobiliários, sociedades corretoras de câmbio e instituições de pagamento

autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil que prestem serviço como

emissor de moeda eletrônica, emissor de instrumento de pagamento pós-pago ou

credenciador.” (NR)

“Art. 34. ..........................................................................................................

.........................................................................................................................

III -

....................................................................................................................

.........................................................................................................................

b)

operações para liquidação pronta no mercado interbancário, arbitragens no País

e arbitragens com o exterior;

IV

- agências de turismo, observado o prazo de validade da autorização de que

trata o art. 36: compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheques e

cheques de viagem relativos a viagens internacionais;

V

- instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do

Brasil, vedadas operações envolvendo moeda

em espécie, nacional ou estrangeira:

a)

operações de câmbio com clientes para liquidação pronta de até US$100.000,00

(cem mil dólares dos Estados Unidos) ou o seu equivalente em outras moedas; e

b)

operações para liquidação pronta no mercado interbancário, arbitragens no País

e arbitragens com o exterior.

§

1º Observados, em cada parcela, os

limites de valor estabelecidos neste artigo, é facultada a realização de

operação de câmbio relativa a parcelas de pagamento ou de recebimento previstas

em programação de desembolso referente a negócio cujo valor total exceda os

citados limites.

§

2º Os limites de valor estabelecidos

neste artigo não se aplicam para as operações de câmbio de que tratam os arts.

32-A e 143-A em que a instituição autorizada a operar em câmbio seja a

compradora e a vendedora da moeda estrangeira e esteja atuando para o

cumprimento de obrigações decorrentes das operações de seus clientes.”

(NR)

“Art. 34-A.

As instituições autorizadas a operar no

mercado de câmbio podem realizar o ingresso no País e a saída do País de moeda

nacional e de moeda estrangeira, ressalvadas restrições existentes em

regulamentação específica envolvendo moeda em espécie, nacional ou estrangeira.”

(NR)

“Art. 35. Para ser autorizada a operar no mercado de

câmbio, a instituição deve indicar diretor responsável pelas operações

relacionadas ao mercado de câmbio e apresentar projeto, nos termos fixados pelo

Banco Central do Brasil, indicando, no mínimo, os objetivos operacionais

básicos e as ações desenvolvidas para assegurar a observância da regulamentação

cambial e prevenir e coibir os crimes tipificados na Lei nº 9.613, de 3 de

março de 1998.” (NR)

“Art. 38. As instituições a que se refere o art. 34,

exceto as previstas nos incisos IV e V, podem conduzir operações de câmbio por

meio de posto de atendimento, em caráter permanente ou provisório, observada a

regulamentação específica.” (NR)

“Art. 39. As instituições a que se refere o

art. 34, exceto as previstas nos incisos IV e V, quando autorizadas a operar no

mercado de câmbio, podem contratar correspondentes em operações de câmbio, na

forma da regulamentação sobre correspondentes no País.

§ 1º A instituição

contratante de que trata o caput

deve seguir as disposições da regulamentação sobre correspondentes no País, no

que couber, bem como manter em seu poder a cópia da documentação de

identificação dos clientes das operações conduzidas pela empresa contratada,

nas condições previstas no Título IV, Capítulo VI.

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 59. As agências de turismo que ainda

detenham autorização do Banco Central do Brasil para operar no mercado de

câmbio devem enviar as informações referentes às suas operações na forma e no

prazo por ele definidos.”

(NR)

“Art. 70. ..........................................................................................................

Parágrafo

único. A liquidação no mesmo dia da contratação

de câmbio é obrigatória para a compra ou venda de moeda estrangeira em espécie,

em cheques de viagem e para o aporte e a retirada de recursos em moeda

estrangeira em cartão ou outro meio de pagamento eletrônico de uso

internacional.” (NR)

“Art. 88.

..........................................................................................................

Parágrafo

único. É permitida às agências de

turismo ainda autorizadas a operar no mercado de câmbio a aquisição, para

suprimento de recursos, de moeda estrangeira em instituições integrantes do

Sistema Financeiro Nacional autorizadas a operar no mercado de câmbio, caso em

que a instituição vendedora deverá emitir o contrato de câmbio e registrar a

operação no Sistema Câmbio.” (NR)

“Art. 92. Os contratos de câmbio de exportação são

liquidados mediante a entrega da moeda estrangeira ou do documento que a

represente à instituição autorizada a operar no mercado de câmbio com a qual

tenham sido celebrados.” (NR)

“Art. 93. ..........................................................................................................

I

- mediante crédito em conta de depósito ou de pagamento no exterior mantida em

instituição financeira pelo próprio exportador;

II

- mediante crédito em conta mantida no exterior por instituição autorizada a

operar no mercado de câmbio no País, na forma da regulamentação em vigor;

III - por meio de transferência

internacional em reais, aí incluídas as ordens de pagamento oriundas do

exterior em moeda nacional, na forma da regulamentação em vigor;

IV

- mediante serviço de pagamento ou

transferência internacional prestado nos termos do Capítulo VII do Título IV

desta Circular; ou

V

- mediante transferência postal internacional.

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 108. O pagamento da importação

brasileira, em reais ou em moeda estrangeira, deve ser amparado em documentação

com previsão de pagamento.

.........................................................................................................................

§

2º O pagamento de importação brasileira

em reais, no País, deve ser efetuado mediante transferência internacional em

reais para crédito à conta de depósito ou de pagamento pré-paga em moeda

nacional mantida em instituições financeiras e demais instituições autorizadas

a funcionar pelo Banco Central do Brasil, de titularidade do legítimo credor.”

(NR)

“Art. 116. Nas operações ligadas a despesas

comerciais, de mesma natureza e para o mesmo beneficiário/pagador, a entrega de

documentos à instituição autorizada a operar no mercado de câmbio pode,

mediante consenso entre as partes, ser substituída pela entrega de

demonstrativo, indicando finalidade, documentos e valores, assinado pelo

cliente negociador da moeda estrangeira, ao qual cabe manter em seu poder os

documentos originais pelo prazo de cinco anos, contados a partir do ano

subsequente à realização da operação de câmbio ou da transferência

internacional em reais, para apresentação à referida instituição, quando

solicitada.” (NR)

“Art. 121. No caso de compra de moeda estrangeira por

instituição autorizada a operar no mercado de câmbio ou de transferência

internacional em reais em decorrência de pagamento efetuado por residente,

domiciliado ou com sede no exterior a residente, domiciliado ou com sede no

País por venda de produtos com entrega em território brasileiro nas situações

não abrangidas pelo art. 6º da Lei nº 9.826, de 23 de agosto de 1999, as

operações da espécie devem ser classificadas sob a natureza “72904 - Capitais

Estrangeiros - Outros - Aquisição de mercadorias entregues no país”, observado

que, na hipótese de não ocorrer a entrega dos produtos no prazo de 360 (trezentos

e sessenta) dias contados da data do pagamento, o titular do crédito deve:

................................................................................................................”

(NR)

“TÍTULO IV

.........................................................................................................................

CAPÍTULO

VII

SERVIÇO

DE PAGAMENTO OU TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL (eFX)

Seção

I

Disposições

gerais”

(NR)

“Art. 143-A. Para efeitos desta Circular, é

considerado eFX o serviço de pagamento ou transferência internacional que, por

meio de operação de câmbio ou mediante transferência internacional em reais

realizada na forma prevista nesta Circular, viabiliza:

I

- aquisição de bens e serviços, no País ou no exterior, que ocorra:

a)

de forma presencial; ou

b)

mediante solução de pagamento digital oferecida pelo prestador de eFX e

integrada a plataforma de comércio eletrônico;

II

- transferência unilateral corrente, limitada a US$10.000,00 (dez mil dólares

dos Estados Unidos) ou o seu equivalente em outras moedas;

III

- transferência de recursos entre conta no País e conta no exterior de mesma

titularidade, limitada a US$10.000,00 (dez mil dólares dos Estados Unidos) ou o

seu equivalente em outras moedas, com as seguintes características:

a)

conta de depósito ou conta de pagamento pré-paga mantida no País em

instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo

Banco Central do Brasil ou em instituições de pagamento que integrem o SPB

exclusivamente em virtude de sua adesão ao Pix; e

b)

conta de depósito ou conta de pagamento mantida em instituição no exterior

sujeita a efetiva supervisão prudencial e de conduta ou integrante de grupo

financeiro sujeito a efetiva supervisão consolidada;

IV

- saque no País ou no exterior.

§

1º Não são admitidos fracionamentos de

operações realizadas mediante prestação de eFX para fins de utilização de

prerrogativa prevista neste Capítulo.

§

2º O eFX somente pode ser prestado:

I

- pelas instituições mencionadas no

art. 33 desta Circular, independentemente de autorização para operar no mercado

de câmbio; e

II

- por demais pessoas jurídicas exclusivamente para viabilizar a aquisição de

bens e serviços constante na alínea “b” do inciso I do caput, limitado a

US$10.000,00 (dez mil dólares dos Estados Unidos) ou o seu equivalente em

outras moedas, desde que não haja impedimento legal, regulamentar ou próprio

para que tais pessoas jurídicas prestem esse serviço.” (NR)

“Art. 143-B. As operações de câmbio e as

transferências internacionais em reais para viabilizar pagamentos e

recebimentos de clientes de prestadores de eFX são realizadas de forma

individualizada ou consolidada, na forma prevista nesta Circular, e devem ser classificadas

com o uso dos códigos de fato-natureza do Anexo XX à Circular nº 3.690, de 16

de dezembro de 2013.

§

1º É vedado qualquer tipo de compensação

envolvendo os pagamentos e os recebimentos referidos no caput.

§

2º A instituição autorizada a operar no

mercado de câmbio, no seu relacionamento com prestador de eFX não autorizado a

funcionar pelo Banco Central do Brasil, deve:

I

- manter os dados cadastrais da instituição não autorizada;

II

- ser capaz de comprovar perante o Banco Central do Brasil que se certificou de

que o prestador de eFX não autorizado adota política, procedimentos e controles

internos para cumprir os deveres e as obrigações previstos nesta Circular e na

regulamentação cambial.

§

3º As informações e os documentos

necessários ao cumprimento do disposto no § 2º devem ser mantidos, pela

instituição autorizada a operar em câmbio, à disposição do Banco Central do

Brasil pelo prazo de cinco anos contados a partir da última operação de compra

ou venda de moeda estrangeira ou de transferência internacional em reais

realizada por meio da referida instituição.” (NR)

“Art. 143-C. As informações relativas aos

pagamentos e transferências de que trata este Capítulo devem ser prestadas ao

Banco Central do Brasil, na forma e nas condições por ele estabelecidas, pelas

instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo

Banco Central do Brasil.” (NR)

“Art. 143-D. O prestador de eFX deve

assegurar-se de que seu cliente no País foi informado de forma clara e

tempestiva sobre:

I

- as responsabilidades do prestador de eFX quanto ao serviço;

II

- a natureza e as condições do serviço prestado; e

III

- as condições específicas relacionadas aos direitos do cliente de acordo com o

instrumento de pagamento utilizado para a entrega dos reais ao prestador de

eFX.

Parágrafo

único. O prestador de eFX deve ser capaz

de comprovar a ciência e a concordância prévia do cliente em relação às

responsabilidades e condições de que trata o caput.” (NR)

“Art. 143-E. O prestador de eFX deve

assegurar-se que seu cliente tenha acesso a demonstrativo ou fatura das

operações, contendo, no mínimo, a discriminação da operação, incluindo sua

data, as partes envolvidas, o valor em moeda nacional, eventual tarifa cobrada

pela operação, além dos subtotais relativos aos saques, aos pagamentos e às

transferências realizadas.

§

1º No caso de operações denominadas em

moeda estrangeira, o demonstrativo ou fatura deve conter ainda a identificação

da moeda estrangeira e o valor na referida moeda da operação.

§

2º No

caso de saque no exterior ou de aquisição de bens e serviços do exterior por

meio de cartão de uso internacional, o prestador de eFX deve, ainda:

I

- discriminar no demonstrativo ou fatura das operações de que trata o caput:

a)

o valor equivalente em dólar dos Estados Unidos na data de cada operação;

b)

a taxa de conversão do dólar dos Estados Unidos para reais na data de cada

operação; e

c)

o valor equivalente em reais, resultante da conversão do valor da alínea “a”

deste inciso, utilizando a taxa de conversão de que trata a alínea “b” deste

inciso;

II

- até as 10h, horário de Brasília:

a)

tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de

conversão do dólar dos Estados Unidos para reais utilizada no dia anterior

aplicada na conversão dos valores das operações em moeda estrangeira de seus

clientes; e

b)

publicar, na forma e condições estabelecidas pelo Banco Central do Brasil,

inclusive no formato de dados abertos, informações sobre o histórico das taxas de

conversão de que trata a alínea “a” deste inciso.” (NR)

“Art. 143-F. Aplicam-se as seguintes regras ao

cartão e a outros meios de pagamento eletrônico de uso internacional, com

valores em moeda estrangeira previamente aportados no País:

I

- a utilização deve ser exclusiva para saques no exterior e para aquisição de

bens e serviços do exterior;

II

- as operações de saque e de pagamento são condicionadas à existência de

recursos previamente aportados;

III

- é permitido o aporte de valores denominados em mais de uma moeda estrangeira;

e

IV

- é dispensada a prestação de informação ao Banco Central do Brasil sobre a

conversão, entre moedas estrangeiras, de saldo previamente aportado.” (NR)

“Seção

II

Entrega

e recebimento de reais no País em operações realizadas por meio de prestador de

eFX”

(NR)

“Art. 143-G. O pagamento ou o recebimento no

País decorrente de operação realizada por meio de prestador de eFX deve ser

realizado exclusivamente em reais.

§

1º O valor em reais de que trata o caput

é final, sendo vedada qualquer indexação a moeda estrangeira ou conversão

subsequente.

§

2º A taxa de conversão para reais da

operação ou de eventual devolução de recursos deve referir-se à data do

respectivo evento, observado que se o pagamento de reais pelo cliente ao

prestador de eFX ocorrer posteriormente à data da operação, o prestador de eFX

pode ofertar ao seu cliente a possibilidade de conversão das obrigações pelo

valor equivalente em reais no dia do respectivo pagamento, condicionada à

expressa aceitação do cliente.” (NR)

“Art. 143-H. Nos pagamentos ou transferências

internacionais a partir do País, a entrega de reais pelo cliente ao prestador

de eFX deve ser realizada a partir de:

I

- conta de depósito ou de pagamento de titularidade do cliente mantida em

instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo

Banco Central do Brasil ou em instituições de pagamento que integrem o SPB

exclusivamente em virtude de sua adesão ao Pix; ou

II

- boleto de pagamento tendo como pagador o cliente no

País e como beneficiário o prestador de eFX.” (NR)

“Art. 143-I. Nos pagamentos ou transferências

internacionais a partir do exterior, a entrega de reais pelo prestador de eFX

ao seu cliente deve ser realizada mediante crédito à conta de depósito ou de

pagamento pré-paga de titularidade do cliente mantida em instituições

financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do

Brasil ou em instituições de pagamento que integrem o SPB exclusivamente em

virtude de sua adesão ao Pix.

Parágrafo

único. Excetuam-se do disposto no caput as operações de saque de recursos

realizadas no País utilizando-se cartão ou outro meio de pagamento eletrônico

de uso internacional emitido no exterior.” (NR)

“Art. 161. As instituições financeiras e as demais

instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, autorizadas

a operar no mercado de câmbio, podem realizar operações com instituições

financeiras no exterior.” (NR)

“Art. 168. As pessoas físicas ou jurídicas, residentes,

domiciliadas ou com sede no exterior, observadas as disposições deste Título,

podem ser titulares de:

I

- contas de depósito em moeda nacional no País, exclusivamente em bancos

autorizados a operar no mercado de câmbio;

II

- contas de pagamento pré-pagas em moeda nacional, no País, mantidas em

instituição autorizada a operar no mercado de câmbio.

§

1º As contas em moeda nacional de

residentes, domiciliados ou com sede no exterior devem conter características

que as diferenciem das demais contas, de modo a permitir sua pronta

identificação.

§

2º É obrigatório o cadastramento no

Sisbacen das:

I

- contas de depósito em moeda nacional, no País, tituladas por pessoas físicas

ou jurídicas, residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, pelo banco

depositário dos recursos;

II

- contas de pagamento pré-pagas em moeda nacional, no País, pela instituição

autorizada a operar no mercado de câmbio mantenedora da conta, se houver

movimentação:

a)

em contrapartida a operação de compra ou de venda de moeda estrangeira de valor

igual ou superior a R$100.000,00 (cem mil reais); ou

b)

decorrente de operação sujeita a registro de capitais estrangeiros,

independentemente do valor.

§

3º O cadastramento a que se refere o §

2º deve ser efetuado até o segundo dia útil posterior à:

I

- abertura da conta, na situação de que trata o inciso I do § 2º; ou

II

- movimentação de que trata o inciso II do § 2º.

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 175. Podem ser livremente convertidos em moeda

estrangeira, para remessa ao exterior, os saldos dos recursos próprios

existentes nas contas de depósito ou de pagamento pré-paga em moeda nacional de

pessoas físicas ou jurídicas, residentes, domiciliados ou com sede no exterior,

vedada a sua utilização para conversão em moeda estrangeira de recursos de

terceiros.” (NR)

“Art. 177. É vedada a utilização das contas em moeda

nacional de residentes, domiciliados ou com sede no exterior para a realização

de transferência internacional em reais de interesse de terceiros.

§

1º Excetua-se o disposto no caput no caso de utilização de conta de

depósito em moeda nacional titulada por instituição bancária do exterior para a

realização de transferência internacional em reais de interesse de terceiros,

utilizando-se código de grupo específico, quando destinado ao cumprimento de

ordem de pagamento em reais oriunda do exterior por instituição autorizada a

operar no mercado de câmbio com código de grupo “60 - Ordens de pagamento em

reais – Terceiros”, observado que em tais situações o banco mantenedor de

referida conta deve informar ao Banco Central do Brasil:

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 178. ........................................................................................................

I

- ingressos de recursos no País: os débitos efetuados em contas de depósito ou

de pagamento pré-paga em moeda nacional tituladas por pessoas físicas ou

jurídicas, residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, exceto quando se

tratar de movimentação direta entre duas contas de que trata este Título;

II

- saídas de recursos do País: os créditos efetuados em contas de depósito ou de

pagamento pré-paga em moeda nacional tituladas por pessoas físicas ou jurídicas,

residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, exceto quando os recursos

provierem de venda de moeda estrangeira ou diretamente de outra conta de que

trata este Título.” (NR)

“Art. 179. A instituição autorizada a operar no mercado

de câmbio mantenedora da conta de residente, domiciliado ou com sede no

exterior deve informar ao Banco Central do Brasil o crédito ou o débito:

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 181-A. A movimentação em conta em moeda

nacional de que trata este Título superior a R$10.000,00 (dez mil reais) deve

ter como contrapartida crédito ou débito à conta de depósito ou de pagamento

mantida em instituições financeiras e demais instituições autorizadas a

funcionar pelo Banco Central do Brasil ou em instituições de pagamento que

integrem o SPB exclusivamente em virtude de sua adesão ao Pix.

§

1º A movimentação de que trata o caput

pode ser realizada por meio de cheque de emissão do pagador, na forma de sua

regulamentação.

§

2º É vedada a movimentação de que trata

o caput em contrapartida a crédito à conta de pagamento pós-paga.

§

3º Observado o § 2º, a movimentação em

conta de que trata este Título de valor que não ultrapasse R$10.000,00 (dez mil

reais) pode ser realizada com qualquer meio de pagamento em uso no mercado

financeiro, inclusive espécie.” (NR)

“Art. 181-B. A movimentação em conta de

pagamento pré-paga de que trata este Título é limitada a R$10.000,00 (dez mil

reais), excetuada a movimentação em contrapartida a operação de compra ou de

venda de moeda estrangeira.” (NR)

“Art. 183. Nas contas em moeda nacional

tituladas por embaixada, repartição consular ou representação de organismo internacional

reconhecido pelo Governo brasileiro, a movimentação de qualquer valor pode ser

feita em espécie ou com a utilização de qualquer instrumento de pagamento em

uso no mercado financeiro.

§

1º Os débitos e os créditos às contas em

moeda nacional tituladas por embaixadas e repartições consulares estão

dispensados de comprovação documental e da declaração do motivo da

transferência, devendo essas operações ser classificadas com os códigos

apropriados de “Serviços Diversos – Receitas e despesas governamentais”.

§

2º Os débitos e os créditos às contas em

moeda nacional tituladas por organismos internacionais reconhecidos pelo

Governo brasileiro estão dispensados de comprovação documental, observado que:

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 185. A instituição autorizada a operar no mercado

de câmbio, recebendo instruções para movimentação em conta de depósito ou de

pagamento pré-paga em moeda nacional de pessoas físicas ou jurídicas,

residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, sem o atendimento ao contido

neste Capítulo, não efetivará a operação, devendo adotar os procedimentos

regulamentares para a rejeição ou a devolução do instrumento de pagamento,

caracterizando tratar-se de transferência internacional em reais.” (NR)

“Art. 186. Nas movimentações em contas de

depósito em moeda nacional de que trata este Capítulo, relativamente às

aplicações de investidores não residentes em depósito de poupança ou em depósitos

a prazo no próprio banco depositário da conta, a operação deve ser classificada

sob o código de natureza “72605”, observado que em qualquer caso a destinação

ou a proveniência dos recursos deve ser declarada no campo “Outras

Especificações” da respectiva mensagem ou do leiaute do arquivo de que trata o

art. 179.”

(NR)

Art. 2º A Circular nº 3.689, de 16 de dezembro de

2013, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º As instituições financeiras e demais

instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, autorizadas

a operar no mercado de câmbio, podem dar curso a transferências para o exterior

em moeda nacional e em moeda estrangeira de interesse de pessoas físicas ou

jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, devendo, para aplicação

nas modalidades tratadas neste Título, observar as disposições específicas de

cada Capítulo.

................................................................................................................”

(NR)

“Art. 7º As instituições financeiras e demais

instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, autorizadas

a operar no mercado de câmbio, podem dar curso a transferências ao exterior por

pessoa física ou jurídica, residente, domiciliada ou com sede no País, para

constituição de disponibilidade no exterior.” (NR)

“Art. 8º Para os fins das disposições deste Capítulo,

“disponibilidade no exterior” é a manutenção por pessoa física ou jurídica,

residente, domiciliada ou com sede no País, de recursos em conta de depósito ou

conta de pagamento mantida em seu próprio nome em instituição no exterior

sujeita a efetiva supervisão prudencial e de conduta ou integrante de grupo

financeiro sujeito a efetiva supervisão consolidada.

Parágrafo único. Quando da realização de transferências

destinadas à constituição de disponibilidades no exterior, deve ser informado

no campo “Outras especificações” do contrato de câmbio o número da conta e o nome

da instituição no exterior.” (NR)

“Art. 10. Podem ser objeto de aplicação no exterior as

disponibilidades em moeda estrangeira das instituições financeiras e demais

instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, autorizadas

a operar no mercado de câmbio, assim consideradas:

.........................................................................................................................

§ 2º Nas aplicações tratadas neste artigo, as

instituições de que trata o caput devem gerenciar adequadamente os

ativos, a liquidez e os riscos associados às operações, bem como cumprir seus

compromissos e atender ao interesse dos clientes.” (NR)

“Art. 12. As instituições financeiras e demais

instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, autorizadas

a operar no mercado de câmbio, podem dar curso a transferências de recursos

para fins de instalação de dependências fora do País e participação societária,

direta ou indireta, no exterior, de interesse de instituição autorizada a

funcionar pelo Banco Central do Brasil, observada a regulamentação específica

sobre o assunto.” (NR)

Art. 3º Os Anexos IV, XVII e XIX da Circular nº 3.690,

de 16 de dezembro de 2013, passam a vigorar, respectivamente, na forma dos

Anexos I, II e III desta Resolução.

Art. 4º A Circular nº 3.690, de 2013, passa a vigorar

acrescida do Anexo XX, na forma do Anexo IV desta Resolução.

Art. 5º Ficam revogadas as seguintes

disposições da Circular nº 3.691, de 2013:

I

- os incisos I, II e III do art. 8º;

II

- os arts. 19, 20, 21 e 22;

III - o parágrafo único do art. 34;

IV

- os incisos I e II e os §§ 1º e 2º do art. 59;

V

- os arts. 60 e 61;

VI

- o § 3º do art. 63;

VII

- os incisos I e II do parágrafo único do art. 88;

VIII

- o § 1º do art. 93;

IX

- o art. 117;

X

- o Capítulo V do Título IV;

XI

- o art. 169;

XII

- o art. 171; e

XIII

- os arts. 180, 181 e 182.

Art. 6º Esta Resolução entra em vigor:

redação anterior

I - em 1º de setembro de 2022, quanto à redação dada aos arts. 22-A,

33, 34, incisos IV e V, 38 e 39, caput

e § 1º, da Circular nº 3.691, de 2013; e

redação anterior

I - em 1º de janeiro de 2023, quanto à redação dada aos arts. 22-A,

33, 34, incisos IV e V, 38 e 39, caput e § 1º, da Circular nº 3.691, de

2013; e (Redação

dada, a partir de 1º/9/2022, pela Resolução BCB nº 231, de 27/7/2022.)

I

- em 1º de julho de 2023, quanto à redação dada aos arts. 22-A, 33, 34, incisos

IV e V, 38 e 39, caput e § 1º, da Circular nº 3.691, de 2013; e (Redação dada, a partir de

2/12/2022, pela Resolução BCB nº 268, de 1º/12/2022.)

II - em 1º de outubro de 2021, quanto às demais disposições.

Otávio Ribeiro Damaso

Diretor de Regulação

ANEXO I À RESOLUÇÃO BCB Nº 137, DE 9 DE SETEMBRO DE 2021

ANEXO IV À CIRCULAR Nº 3.690, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013

Códigos de classificação de operações

relativos a viagens internacionais

NATUREZA DA OPERAÇÃO

Nº CÓDIGO

Gastos em viagens internacionais

No País

32009

No

exterior - turismo

32016

No exterior - outras

finalidades

32023

ANEXO II À RESOLUÇÃO BCB Nº 137, DE 9 DE SETEMBRO DE 2021

ANEXO XVII À CIRCULAR Nº 3.690, DE 16 DE

DEZEMBRO DE 2013

Códigos de grupos

GRUPO

Nº CÓDIGO

Drawback 30

Exportação em consignação

40

Utilização de seguro de crédito à exportação

42

Conversões e transferências entre modalidades de

capitais estrangeiros

46

Capitais estrangeiros - alterações de

características

47

Devolução de valores

49

Recebimento/pagamento antecipado ‑

exportação/importação ‑ importador 50

Recebimento/pagamento antecipado ‑

exportação/importação ‑ terceiros 51

Recebimento antecipado ‑ exportação ‑ operações

com prazo superior a 360

(trezentos e sessenta) dias

52

Financiamento à exportação (Res. 3.622) 57

Ordens de pagamento em reais – terceiros

60

Outros

90

ANEXO III À RESOLUÇÃO BCB Nº 137, DE 9 DE SETEMBRO DE 2021

ANEXO XIX À CIRCULAR Nº 3.690, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013

Códigos relativos a formas de entrega da moeda estrangeira

FORMA DE ENTREGA

Nº CÓDIGO

Carta de crédito - à vista

10

Carta de crédito - a prazo

15

Conta de depósito

20

Conta de depósito ou de pagamento do exportador

mantida em instituição financeira

no

exterior

22

Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos

(CCR)

25

Cheque

30

Em espécie e/ou cheques de viagem

50

Cartão pré-pago

55

Teletransmissão

65

Títulos e valores

75

Simbólica

90

ANEXO IV À RESOLUÇÃO BCB Nº 137, DE 9 DE SETEMBRO DE 2021

ANEXO XX À CIRCULAR Nº 3.690, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013

Códigos de classificação de operações relativos à prestação de serviço

de pagamento ou transferência internacional (eFX)

NATUREZA DA

OPERAÇÃO

Nº CÓDIGO

Aquisição de

bens e de serviços

Cartão de uso internacional

34014

Demais soluções de pagamento digital

34021

Transferências

unilaterais correntes

34117

Transferência

entre conta no País e conta no exterior de mesma titularidade 34124

Saques

34131

Fontes desta página: Acervo de normativos do BCB (API) · captura · método

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